A criança que questiona, o adulto que esquece: o valor de filosofar desde sempre

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Palavras-chave:

Experiência, encanamento filosófico, conhecimento, tempo, filosofia, infância, idade, curiosidade, sociedade atual

Resumo

Desde a infância, a filosofia acompanha o ser humano como uma sombra constante, mesmo sem que estejamos plenamente conscientes de sua presença. Desde pequenos, surgem perguntas profundas sobre a vida, a morte e o mal, que muitas vezes não recebem respostas satisfatórias. Essas inquietações, embora incômodas para os adultos, nascem de uma curiosidade natural e filosófica que, com o tempo, parece se extinguir. Com o passar dos anos, revela-se que, em muitos casos, os adultos também não sabem as respostas ou temem afetar a sensibilidade infantil. Isso leva a questionar o que realmente significa “ser adulto” e se a idade ou a experiência definem a capacidade de filosofar. Conclui-se neste artigo que nem uma nem outra determinam isso, pois mesmo uma criança sem conhecimentos acadêmicos pode formular questionamentos complexos. Por fim, alerta-se para o risco de esquecer a importância da filosofia em um mundo moderno saturado de respostas imediatas e recupera-se a ideia de Mary Midgley sobre a filosofia como uma rede oculta e essencial, como o encanamento de uma cidade.

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Referências

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Publicado

2025-10-28

Como Citar

Jiménez Marín, S. (2025). A criança que questiona, o adulto que esquece: o valor de filosofar desde sempre. É-gora, 1(1), e116. Recuperado de https://e-gora.unisabana.edu.co/index.php/egora/article/view/26627

Edição

Seção

Artigos